terça-feira, 5 de julho de 2011

Encerramento da primeira fase do curso em Flora Rica-SP

Enquanto aguardamos a continuidade do curso via Oficinas Culturais (ou outro projeto), vou deixar mais essas folhas para vossa apostila. Pequisem, estudem e treinem os exercícios de divisão. Valorize nossa cultura local, o Oeste Paulista tem uma farta variedade de manifestações culturais, festividades, comemorações e festas religiosas. Agradeço muito todos os educadores que participaram do curso. Muito obrigado mesmo.
Jotacê Cardoso - Julho de 2011





sábado, 2 de julho de 2011

Pesquina da aluna Ana Paula-Delzita e Clarice - Notas musicais

Idade Média - O nascimento das notas musicais

Ana Paula Santin

Delzita Miranda

Clarice de Souza Urbano

A idade Média foi dominada pelo Cristianismo, os monges eram quase as únicas pessoas que sabiam ler, as artes estavam sempre subordinadas à religião, inclusive a música, por esta razão os cantos gregorianos são as principais manifestações musicais que chegaram até os nossos dias.

A pauta musical e as sete notas musicais como conhecemos hoje: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si, foram criadas pelo músico italiano e monge beneditino Guido D'Arezzo que viveu na idade média entre os anos de 995 à 1050 d.c., ele recebeu este nome porque ele nasceu na cidade de Arezzo (Toscana). Ele revolucionou a antiga ordem musical, de modo que foi chamado o inventor da música.

O nome das notas foram criados a partir de hino em honra de S. João Baptista, padroeiro de todos os cantores medievais. Este hino tinha uma curiosidade: cada verso começava com uma nota, um tom mais alto do que o anterior. Para fixar na memória dos seus alunos, o monge fazia decorar a primeira estrofe do hino, com o andar do tempo a primeira sílaba de cada verso se tornou nome de nota, exceto a palavra ut, mais tarde substituída por dó e a nota San passou a ser chamada de si (por serem as inicias em latim de São João, Sancte Ioannes).

Ut queant laxis
Resonare fibris
Mira gestorum
Famuli tuorum
Solve polluti
Labii reatum
Sancte Ioannes

 Que significa:
"Para que nós, teus servos,
possamos elogiar claramente
o milagre e a força dos teus atos,
absolve nossos lábios impuros, São João"

Medieval e Renascimento

Período extenso e marcado pela diversidade.No século 7, surge a monodia( uma única linha melódica) do canto gregoriano - monodia que, sob uma forma profana, também será usada pelos trovadores.No século 12, com a Escola de Notre Dame(Paris) aparecem formas polifônicas(entrelaçamento de mais de uma melodia) nas quais Pérotin foi mestre.
O aperfeiçoamento dos instrumentos, as exigências litúrgicas e o surgimento de um "mercado " formado pela nobreza feudal e pela burguesia mercantil das cidades determinaram a expansão da polifonia, com importantes contribuições de Machaut, Du Fay e Palestrina.

Barroco

Nenhuma escola musical possui analogias tão nítidas com as artes plásticas como o barroco: há o culto do ornamento, do arabesco - notas que " enfeitam"a melodia. De Monteverdi a Johann Sebastian Bach, a música descobre a profusão dos sons simultâneos como meio de alcançar o belo.Como pano de fundo dos instrumentos que se revezam na narração melódica, surge o baixo contínuo (em geral o cravo). A linguagem tonal se firma como sustentáculo da polifonia.Emergem novos gêneros musicais: oratório, cantata, concertos, sonata para teclado.

Rococó

Na transição entre o barroco e o classicismo, entre 1740 e 1770, a música rococó ou galante é representada sobretudo pelas obras de Carl Philip Emanuel Bach.
Favorecida pelo ambiente da corte de Luís XV, seu ideal é a expressão artística da graça, frivolidade e elegância. O resultado, cuja artificialidade foi criticada posteriormente, captava as atitudes hedonistas e discretamente sentimentais da época.

Clássico

O classicismo surge em meados do século 18.Haydn passa a usar formas mais econômicas de expressão.Carl Philip Emanuel Bach (filho de Johann Sebastian) depura a sinfonia do maneirismo.Gluck impõe o primado da música orquestral sobre as improvisações vocais da ópera napolitana.Essas inovações serviram de base ao mais genial compositor do período, Mozart.Coube a ele levar a nova linguagem ao extremo.A exemplo de Bach com o barroco, Mozart foi ao mesmo tempo, para o classicismo, o mais representativo e o grande coveiro: para não repeti-lo, era preciso inventar outra coisa.Beethoven foi um dos que entenderam o recado.

Romântico

As regras clássicas de composição eram rígidas, e o compositor deveria obedecer a elas. Os compositores românticos abandonaram essas fórmulas pois queriam transportar para a música suas paixões e aflições, mas também seu nacionalismo e suas aspirações políticas. O romantismo criou uma profusão de novas formas de expressão: o moderno sinfonismo que começa com Beethoven, o lied (canção) que se consolida com Schubert.A música torna-se uma mercadoria. No lugar dos pequenos conjuntos a serviço de igrejas ou aristocratas, surgem as orquestras e as companhias de ópera financiadas com a venda de ingressos ao público.

O compositor polonês Chopin inspirou-se em danças populares, despertando, com sua música, o amor patriótico e o sentimentalismo. Uma das preocupações do músico alemão Beethoven.foi tentar aproximar sua música do gosto popular, já que o seu público se ampliava.

Outros nomes importantes da música romântica são Liszt e Wagner. Este último destacou-se sobretudo pelas óperas que compôs. Algumas de suas obras expressam um estranho fascínio pela morte. É dele a frase: "...mesmo quando a vida nos sorri, estamos a ponto de morrer". 

Nacionalismo, sentimentalismo e pessimismo são, pois, características do Romantismo na música.



Pós-romântico

Não houve um pós-romantismo como há hoje um pós-modernismo.A designação engloba uma reação estética que procurou dar uma eloquência menos subjetivista à música, colocá-la num patamar superior de racionalidade, por meio de achados harmônicos mais ousados e de formas mais despojadas.Em lugar de Bruckner, a orquestra sinfônica fala a linguagem de Debussy e Ravel.A música perde em pretensão, mas ganha em simplicidade.

CLAUDE DEBUSSY (1862-1918)

Há quem considere Claude Debussy o mais importante autor de peças para piano desde Chopin. Não é pouca coisa. Nascido em Saint-Germain-en-Laye, ele foi símbolo da busca, no início do século 20, por uma música que rompesse com a tradição romântica do século 19. Isso, na prática, quer dizer que suas obras deixavam de lado a preocupação de retratar grandes emoções e dramas pessoais e, no lugar, preferiam a criação de sugestivas atmosferas sonoras, fazendo bastante uso de dissonâncias, como fica claro em 'Quarteto Ysaye'. Esta técnica foi a base do movimento impressionista, do qual ele acabou se tornando símbolo.

MAURICE RAVEL (1875-1937)

Segundo a Sociedade de Autores, Compositores e Editores de Música da França, nenhum outro músico do país gera tantos royalties pelo uso de suas partituras quanto Ravel. Ele nasceu em uma cidade próxima a Biarritz, mas sua mãe viveu boa parte da juventude  na Espanha. Daí, talvez, venha o interesse pela música espanhola, uma das principais marcas de sua carreira. Ele conheceu Debussy e, influenciado por seu trabalho, também fez parte do movimento impressionista. No entanto, manteve uma personalidade bastante individual ao longo da carreira, marcada pela sutileza e precisão com que criava suas melodias e pelo cuidado que tinha na obtenção de ricos efeitos sonoros da orquestra. Outro detalhe importante é a atenção especial dada a ele para a voz, em ciclos como 'Trois poèmes de Stephane Mallarmè'.



Moderno

Há pelo menos três correntes que nascem com o século.De um lado, a Escola de Viena, que decreta o fim da linguagem tonal (o atonalismo de Shoenberg) e reivindica uma organização revolucionária dos sons.De outro, Bartok, Chostakovitch e Stravinski praticam uma amplificação das fronteiras do tonalismo e combinações instrumentais menos ortodoxas.Há, por fim, um neoclassicismo em que Prokofiev e Stravinski prenunciam modos de apropriação que se tornariam típicos na pós-modernidade.

Contemporâneo

Olivier Messiaen tornou-se em 1942 professor de harmonia do Conservatório de Paris.Ainda nos anos 40 teria como alunos Boulez,Stockhausen e Berio.O atonalismo, concluíram tinha se esgotado.Era preciso dar novos passos na lógica de organização dos sons.Surgiu uma vanguarda que forneceu à música um caráter permanentemente experimental.Chancelou a música eletroacústica e expandiu os limites da expressão.

Brasileiros

A música erudita brasileira nasceu nas igrejas, com o barroco mineiro e baiano. Prosseguiu como banda sinfônica e música de salão no século 19. Seu grande compositor do período, Carlos Gomes, foi em verdade um dos elos da evolução da ópera na Itália. Leopoldo Miguez tinha fortes vínculos com a estética wagneriana.O nacionalismo só se esboça com Alberto Nepomuceno e ganha força com Heitor Villa-Lobos, o mais representativo do modernismo.

Para seu conhecimento:

A música é feita de sons, tradicionalmente descritos segundo quatro parâmetros:ALTURA - frequência definida de um som. É o que diferencia um som de um ruído. Não confundir com volume (intensidade).
Ritmo - distribuição inteligível dos sons (e silêncio) no tempo.
Intensidade - a força relativa de um som em relação a outros.
Timbre - qualidade dos sons.Diferencia a mesma altura tocada em dois instrumentos diferentes.

Conjuntos Musicais

Conjuntos de Câmara: pequenos grupos musicais (duo, trios, quartetos e assim por diante ) até as orquestras de câmara que podem chegar a 30 ou 40 músicos.
Tudo o que se conhece como música "antiga"(anterior ao século 18) poderia ser enquadrado como música de câmara; na linguagem cotidiana, porém, o nome fica mais restrito à música dos períodos clássicos, romântico e moderno.
Orquestra: grandes conjuntos de instrumentos, abrangendo cordas, madeiras, metais e percussão.O número de instrumentistas numa orquestra varia de aproximadamente 70 até 120 músicos ou mais.
A orquestra tem sua origem nos conjuntos instrumentais que acompanhavam espetáculos de ópera e balé no século 17.Pouco a pouco, esses conjuntos foram ganhando mais instrumentos.A evolução das formas composicionais no século 18 leva ao desenvolvimento e consolidação da orquestra moderna, que é um conjunto especialmente apto para a execução de sinfonias e concertos.

Gêneros Musicais

Cantata - Originariamente uma peça cantada, na qual uma pessoa recitava um drama em verso acompanhada por um único instrumento.No século 18, as cantatas passaram a ser escritas para coros com diversos solistas.
Concerto - qualquer perfomance pública de musica.- peça musical, de grande escala, que opõe um ou mais instrumentos solistas à orquestra.A idéia moderna do concerto deriva, em boa parcela, das árias e cenas operística, com papel dramático e musical do cantor assumido pelo instrumento solista.
Oratório - genêro musical dramático, de tema religiosos, com coro e orquestra.
Prelúdio - No barroco, era a peça instrumental que antecedia uma "fuga"; depois, tornou-se uma peça de estilo livre.
Fuga- forma complexa de composição polifônica com base em um tema, que é apresentado sob várias formas.
Rapsódia - composição musical sobre temas de melodias folclóricas.
Réquiem - música sacra destinada às missas pelas almas dos mortos.
Sinfonia - a palavra vem do grego e significa "reunião de vozes".A sinfonia clássica é um gênero público, por oposição à música de câmara , privada.
Sonata - a sua forma é mais propriamente uma forma de pensar a composição do que um molde específico onde a maneira como as possibilidades narrativas e dramáticas da tonalidade são desencadeadas.
Suíte - na Renascença, uma sequência de danças executadas por conjuntos musicais, todos no mesmo tom.Progressivamente se tornaram menos dançáveis.
Tocata - designação antiga de composição musical, em forma livre, para instrumentos de teclado.

O que tem dentro da canção?

A canção não é um simples SOM. É uma das forma mais antigas e populares da MÚSICA, criada por um COMPOSITOR para ser cantada por umINTÉRPRETE. Por isso ela não é só MELODIA. Tem também muita poesia. LETRA e melodia andam juntinhas na canção, respeitando a HARMONIA, para não sair do TOM. Canção pode ser tocada na festa, no show, na rádio, no computador, no MP3. Pode ser triste, engraçada ou romântica. Se o RITMO for mais balançado, olha lá a gente dançando! Se for um pouco mais paradinho, dá uma vontade de ficar quietinho... Tem canção pra relaxar, divertir, ninar, curtir, rezar. Dá pra imaginar a vida sem canção? O mundo da canção é uma fábrica movida pelo combustível dos nossos sonhos!

SOM: é o resultado da vibração de qualquer fonte sonora que não precisa ser a voz humana ou um instrumento musical. Quase tudo no mundo emite um som: um passarinho, um carro, uma panela de pressão... Além da voz, todo nosso corpo produz sons, como no processo de respiração e nas batidas do coração.

MÚSICA: é um conjunto de sons e silêncios combinados, ou até mesmo de barulhos e ruídos organizados no tempo por uma pessoa. A música pode ser produzida por instrumentos musicais ou por vozes. Nem toda música é feita para agradar, entreter ou emocionar quem a ouve. O que agrada uma pessoa pode muito bem incomodar outra.

COMPOSITOR: é quem cria a música e/ou a letra original da canção. Ele também é um artista.

INTÉRPRETE: é o artista que canta a canção. Pode ser uma pessoa ou um grupo de pessoas, como no caso de um coral. Ele pode fazer seu show sozinho ou acompanhado de uma banda ou conjunto, que pode ter diferentes formações.

MELODIA: é uma sequência de notas musicais num espaço determinado de tempo, formando a linha musical da canção. A melodia é, geralmente, a sequência de notas que a gente assovia substituindo a letra da canção.

LETRA: é o texto cantado na canção. Pode ter rima e métrica, como a poesia. É um texto que expressa sentimentos, como alegria, tristeza, saudade, amor...

HARMONIA: é uma combinação de sons que ouvimos quando duas ou mais notas musicais soam juntas como, por exemplo, quando emitidas pelas teclas de um piano, pelas cordas de um violão, ou tudo ao mesmo tempo.

TOM: na música, a palavra tom tem vários significados. Um deles se refere à nota musical escolhida para ser a referência de todas as outras dentro da harmonia. Se uma nota sair do tom, a canção será desafinada.

RITMO: é uma batida ou a pulsação da música dentro de uma tétrica no tempo. O ritmo caracteriza se a música é um samba, um rock ou um baião, por exemplo.





Ana Paula Santin

Delzita Miranda

Clarice de Souza Urbano

Monatgem do Xilofone 
Nesta base as crianças irão ter um exemplo vivo das notas musicais e para isso irão construir um xilofone de garrafas d'água. Havendo pouco tempo as crianças poderão somente colocar água nas garrafas, neste caso na base deverá haver um xilofone montado com as garrafas vazias.

Após a construção as crianças utilizaram o instrumento adquirindo familiaridade com as notas, poderão também tocar algumas musicas curtas conhecidas.

Material
1 cabo de vassoura
8 garrafas de cerveja (vazias)
Barbante ou náilon
2 cadeiras ou bancos
Tinta guache
Água,
Um lápis ou bastão de madeira
Um funil

Como montar
Fixar o cabo da vassoura em duas cadeiras ou banco. Neste cabo serão amarradas as oito garrafas de vidro vazias, preferencialmente incolores. As garrafas terão uma quantidade de líquido diferenciado de forma a poder cada uma vibrar o som de uma nota musical. A primeira garrafa da direita ficara vazia responderá a nota mais aguda. Nas outras garrafas coloca-se água, com o auxilio do funil, até formar a escala natural invertida (do, lá, sol, fá, mi, ré, do). A garrafa da esquerda vai ficar mais cheia de água, portanto corresponderá a nota mais grave. Este trabalho deverá ser feito primeiramente pelo educador com o auxílio de um músico com capacidade de distinguir cada uma das notas. Feito isso, mede-se com uma proveta (facilmente encontrada em lojas de artigos para perfumes) o volume necessário e anota-se a quantidade de água gasta. Este marcação também pode ser feita, riscando-se na garrafa, com caneta de retroprojetor, o local onde a superfície da água atingiu. Embora esta forma seja a mais fácil, a primeira onde se mede a quantidade de água com a proveta é mais educativa para os alunos que participarão mais ativamente da construção, com ações que permitem uma maior reflexão sobre quantidades, grandezas e formas de produção de som.

Para reconhecer facilmente cada uma das notas a que corresponde cada garrafa, é possível colorir á água contida em cada uma das garrafas, o que também dará um efeito bonito. A água pode ser colorida com guache, aquarela ou com corante alimentar. As garrafas também podem ser identificadas com etiquetas.